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Como atrair e reter talentos nas organizações através do People Analytics

Atualizado: 24 de jun.

Empresas são organismos vivos 3

Imagem: Freepik

Pesquisas do relatório “Futuro do emprego 2020”, do Fórum Econômico Mundial, apontam que, em cinco anos, máquinas e humanos dividirão os trabalhos de forma igual no mundo.


Nesse cenário, daqui para frente o que exigirá a nossa contribuição está ligado a habilidades nativas humanas como competências emocionais, de comunicação e criatividade, e a requalificação será contínua, colocando em prática o conceito do  “lifelong learning”.


Acompanhando essas mudanças, não é novidade que a estrutura de trabalho vem se modificando segundo as novas necessidades do mercado e das pessoas, e que com a pandemia a digitalização avançou de forma mais acelerada do que se previa.

Neste contexto, líderes e gestores que não entenderem que tudo mudou – desde as motivações para o trabalho às necessidades no ambiente corporativo – levarão o negócio a correr sérios riscos.


E como empresas devem se portar em relação à atração e retenção de talentos em um cenário de mudanças contínuas?


ATRAINDO TALENTOS PARA A SUA EMPRESA

Primeiro é importante entender o que motiva as pessoas a trabalharem atualmente. Não é mais sobre trabalhar para ganhar dinheiro.


O trabalho ocupa boa parte da vida das pessoas e aspectos como senso de pertencimento, relação com pares e liderança, velocidade de carreira e conexão pessoal com os valores da empresa são outros pontos que também são fundamentais.

Sua empresa já se atentou a isso? Muitas vezes se pensa que a falha na atração está apenas no processo ou no employer branding, porém questões como formato de trabalho, benefícios e propósito da organização podem estar atrelados a dificuldade na atração de bons talentos.


Ou seja, olhar para dentro da sua organização é um passo importante. As pessoas precisam ver valor palpável e atrelado aos seus anseios durante o processo e isso precisa ser concretizado ao entrar na empresa.


Segundo pesquisa da FIA Employee Experience, os 3 principais motivos para a satisfação com o trabalho são: perspectiva de crescimento, autonomia e atuação em diferentes áreas.


E entender, através de dados, como os atuais colaboradores da sua empresa se sentem em relação a esses e outros fatores importantes é crucial para traçar melhorias tanto na empresa quanto no processo de atração.


Mas lembre-se: muito dificilmente alguém vai estar 100% pronto para uma vaga.


Mesmo havendo muita expectativa para uma pessoa perfeita para desempenhar determinada função, é essencial mapear o que é core da organização que a pessoa candidata precisa já saber, mas o que ela pode desenvolver durante a jornada e ter um trabalho interno de onboarding e desenvolvimento.


Além disso, proporcionar ambientes diversos é uma necessidade do negócio e, para alcançar esse objetivo, ter clareza de todos os pontos de desenvolvimento pré, durante e pós processo é fundamental.


RETENDO OS TALENTOS ADQUIRIDOS


De nada adianta atrair boas pessoas se elas não se encantarem na empresa e se sentirem satisfeitas no dia a dia do trabalho.


As organizações precisam prepará-las para o presente em que “habilidades e formas de trabalho em evolução são algo adquirido e abraçar o aprendizado contínuo é a chave para a relevância no local de trabalho”, segundo revista HSM. 

Ou seja, não existem mais pessoas que chegarão a um nível que não precisarão aprender mais. Seja CEO, analista ou estagiário, tudo hoje muda numa velocidade muito rápida.

Multidisciplinaridade, atuação em diferentes projetos e sentir que está se desafiando são características buscadas no ambiente de trabalho e sua organização precisa promover essas práticas entre os colaboradores na estrutura organizacional e nos processos.


Além disso, segundo a FIA Employee Experience,  entre os principais fatores que levam a um pedido de demissão estão a falta de reconhecimento no trabalho e de equilíbrio entre vida profissional e pessoal.


Buscar promover a felicidade no trabalho com base nas necessidades das pessoas com ações assertivas é um fator importante para garantir a satisfação plena. Por isso, saber utilizar de forma estratégica os dados dentro da sua empresa é tão importante! Identificar, cruzar e prever as reais necessidades dos colaboradores através do People Analytics é um passo essencial para retenção de talentos.

Não se esqueça também que o “remote first” já é uma realidade e todas suas ações de retenção (e atração também!) precisam estar alinhadas a esse novo modelo de trabalho.


Segundo uma pesquisa da Robert Half, empresa de consultoria de RH, o conceito de “trabalhe de qualquer lugar” está muito difundido: em 2019, somente 5% dos cargos eram remotos. Com a pandemia, em março de 2020, 80% passaram a ser entre 75% e 100% remotas.


Com isso, surgem desafios relativos à comunicação assíncrona, engajamento dos colaboradores e requer, mais do que nunca, uma cultura forte e processos bem estabelecidos para garantir maior conexão e produtividade de maneira remota.


COMO O PEOPLE ANALYTICS POTENCIALIZA A ATRAÇÃO E RETENÇÃO DA SUA EMPRESA?


É preciso entender os processos de atração e retenção como indissociáveis.


Compreender o núcleo para estimular o progresso é fundamental, e não só isso: monitorar as causas pelas quais as pessoas deixam a organização também é um fator muito relevante.


Entrar, permanecer ou sair da empresa estão ligados a expectativa criadas desde o processo de atração, e o people analytics deve ser seu principal aliado.


Medir a satisfação no trabalho entre os colaboradores, cruzar os dados, conseguir prever comportamentos e, de antemão, traçar soluções baseadas nestas respostas é o que dará soluções de fato assertivas entre RH, líderes e gestores das organizações. 


Não podemos generalizar, e sim, tendo a tecnologia como meio, buscar entender de forma personalizada como que diferentes áreas, cargos e funções na empresa estão se sentindo e desempenhando para ter colaboradores engajados e alinhados a organização e, assim, evoluir o negócio com maior consistência.


#Atração #Multidisciplinaridade #PeopleAnalytics #Retenção